DESFRALDE – TIRAR A FRALDA

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Iniciando o Desfralde!

O controle dos esfíncteres é um marco na vida de uma criança, pois é quando ela passa a ter maior independência que até então não possuía com tanta autonomia.

Quanto ao tempo certo para o desfraldamento, cada criança vai mostrar a hora, pois é preciso maturação neurológica para isso, e nós pais, devemos entender que em toda mudança devemos respeitar o ritmo e a individualidade de cada um.

Então vamos a algumas explicações e orientações

  1. O que é necessário LEVAR EM CONTA antes de tirar a fralda:

a. A idade da criança: É por volta dos 2 anos que a criança passa a ter uma maturidade neurológica para este processo.

b. O ritmo: respeitar o ritmo de cada criança. Não é porque o filho da amiga já saiu da fralda com 1 ano e 11 meses que o seu também tem que sair, ou mesmo que a irmãzinha gêmea saiu com 2 anos que a outra também tem que sair.

c. Se a criança já apresenta alguns sinais:

i. Se já anda com firmeza e corre

ii. Se a fralda permanece seca por mais tempo

iii. Se a criança se incomoda com a fralda e quer tirar

iv. Se permanece parada por um tempo maior

d. Lembrar que quando iniciar o processo de desfraldamento, não se deve voltar atrás para não gerar confusão na cabecinha da criança.

e. Os pais devem aumentar o limiar de paciência, pois é um momento muito importante que vai exigir controle e tranquilidade por parte de quem vai trabalhar esta fase.

  1. A CONVERSA quando for iniciar o desfralde
    1. A criança deve participar ativamente deste momento, por isso
      1. Explique um pouco do que vai acontecer: que ele vai passar a ir no pinico; que as vezes vai ter xixi e outras não; que as vezes pode escapar, mas que não tem problema, pois vocês estarão aprendendo juntos
      2. Faça festa na compra do pinico ou do adaptador (se for adaptador, é melhor também comprar um banquinho para seu filho colocar os pés)
  • Faça festa na compra da calcinha / cueca e, se puder, compre umas com bichinhos que ele gosta.
  1. O INÍCIO, o desfralde
    1. Faça a pergunta: “vamos no pinico ver se tem xixi?” Porque as vezes vai ter e as vezes não vai ter! E em outros momentos, não pergunte, simplesmente leve de meia em meia hora, pois existe a possibilidade deles falarem que não querem e um minuto depois fazerem na calça.
    2. Quando estiverem no banheiro, ficar do lado da criança de forma descontraída, conversando sobre alguns outros assuntos ou contando algumas histórias.
    3. Faça festa quando seu filho fizer certo, comemore bastante, dê tchau ao apertar a descarga.
    4. Se não fizer naquele momento, diga que depois voltam para ver se vai ter o xixi/cocô
    5. Quando ocorrer as escapadas, não brigue. Diga que é assim mesmo porque ele esta aprendendo ainda. Evite comentários ruins, pois a situação já é constrangedora o bastante. O momento é de acolhimento e compreensão.

    4.  PENSAMENTOS

               1. Com o tempo, seu filho vai entender o que sente antes de vir o cocô e o xixi e vai passar a entender os sinais que antecedem esta ação.

               2. Entender que às vezes, o xixi/cocô escapa e é normal isso ocorrer – não brigue

   5. DICAS

  • Preferencialmente tirar no período do verão
  • Diminuir o líquido no período da noite
  • Levar para fazer o xixi antes de dormir
  • Dar recompensas: a cada 3 dias de fralda seca, vai ganhar um prêmio utilizando de cartaz visual

DSFRALDE DIURNO X DEFRALDE NOTURNO

  • O desfralde diurno nem sempre deve ocorrer concomitantemente com o noturno, porque para a retirada da fralda no período da noite não é um treino como durante o dia. Pois a própria criança passa a produzir uma substância química que a ajuda a controlar e segurar o xixi da madrugada. Seu filho dará sinais de que esta na hora de tirar a fralda da noite ao acordar com a fralda seca.
  • Em outro post passo maiores informações quanto ao desfralde noturno.

 

SEU FILHO (A), NESTE PROCESSO, IRÁ PASSAR POR UM DOS MOMENTOS DE GRANDES VITÓRIAS! QUE SEJAM MOMENTOS DE MUITA DIVERSÃO, TRANQUILIDADE, PACIÊNCIA, COMPREENSÃO E AMOR!!!

COM CARINHO,

CAROL

(Caroline Chiarelli Colle – Psicóloga CRP 08/12825)

A aventura de crescer

Desenvolvimento Infantil – 1 a 2 anos

aventuradecrescer

1 à 2 anos é a fase em que a criança está cheia de energia e entusiasmo. Começa a aprender por meio da exploração do ambiente, curiosidade, imitação e imaginação sem fim. Quanto mais a criança é estimulada a falar, movimentar-se e descobrir, maior será o desenvolvimento do seu cérebro e da coordenação dos seus movimentos. Essas realizações ajudam a criança a se comportar com mais competência e confiança e com isso evidencia que está passando pela fase normal do desenvolvimento

1 ano à 1 ano e 3 meses
A criança passa a se relacionar com maiores jogos sociais com o adulto, evidenciando a cada momento uma maior interação e socialização. Também nesta fase, as expressões de seus sentimentos estão mais evidenciadas, pois demonstra sentimentos como ciúmes, simpatia, raiva, desagrado, ansiedade, entre outros.
Como nesta idade seu desenvolvimento motor lhe proporciona maio locomoção, seu bebê irá começar a andar. Com isto, fechem as portas… cubram as tomadas… pois seu filhinho está chegando!!! Ele evidenciará maior interesse e curiosidade por todos os objetos disponíveis e até os de difícil acesso! E como a criança nesta idade não tem noção de perigo, poderá pegar objetos que a coloque em situação de risco. Cuidado. Preserve o ambiente para seu filho explorar o que pode. Deixá-lo tirar todas as panelas do armário e fazer aquele batuque, será muito divertido e enriquecedor para ele.

1 ano e 4 meses à 1 ano e 7 meses
Aqui a criança não só expressa seus sentimentos, como irá também mostrar o que sente pelo seu comportamento, o qual poderá ter atitudes de atirar objetos e brinquedos como forma de chamar a atenção do adulto ou como forma de demonstrar raiva.
É mais possessivo e prefere não compartilhar seus brinquedos com outras crianças, pois acha que é o centro das atenções e apresenta dificuldades em compartilhar. O sentido de ’meu’ está muito evidente nesta fase.
Ainda tem a mãe como figura que lhe passa maior segurança, e qualquer reação de dependência e necessidade desta figura materna, deve ser respeitada.

1 ano e 8 meses à 1 ano e 11 meses
Pode estar mais sociável com outras crianças, mas muitas vezes brinca ao lado sem intenção.
Evidencia comportamentos de exigência e não tem habilidade de conter sua impaciência, o que acarreta em freqüentes solicitações da atenção do adulto e as birras podem ser iniciadas, principalmente porque as crianças choram quando sua atitude preferida é bloqueada.
Nesta fase, a criança ainda não compreende as regras, contudo chora quando leva uma bronca e sorri quando é o centro das atenções ou quando é elogiada.

Em todo o período de 1 à 2 anos, a criança precisa conhecer, tocar, mexer, dançar, cantar, ouvir histórias para assim favorecer seu aprendizado e desenvolvimento. Brincar deve ser a atividade principal da criança, pois ao brincar, a criança desenvolve a atenção, imitação, memória, linguagem, movimentação, equilíbrio e imaginação. Também constrói confiança e auto-estima. A família precisa organizar a casa oferecendo um ambiente propício à exploração com todos os cuidados necessários para não colocar a criança em risco.
A família precisa acompanhar o que a criança está fazendo e ensinar, com firmeza e sem violência, o que ela pode e o que não pode fazer. Assim, os pais estarão proporcionando um desenvolvimento normal e saudável para seus filhos.
Importante salientar que até os dois anos de idade deve ocorrer o desmame, onde a mãe deverá retirar seu o seio como forma de alimento para a criança. Neste período os especialistas garantem que o leite materno tem um valor nutricional menor. Faça o desmame aos poucos. Retire a mamada do horário em que ela sente menos falta e depois as seguintes. Ofereça também sucos ou leite como forma de substituição.

Até a próxima!

Caroline Chiarelli Colle – Psicóloga CRP 08/12825

(Foto: Gabrielle Bruna Peroza Chiarelli, filha de Marcela e Luciano Chiarelli)

“Não basta ser Pai (e Mãe) , tem que participar!”

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Bom dia!

Já ouviram expressão acima? É uma declaração da qual concordo plenamente. Ser pai, mãe, é participar ativamente do processo de desenvolvimento de seu filho. E com base nesta afirmação, estarei falando sobre o desenvolvimento infantil dividindo por faixa etária. Hoje estará sendo abordado sobre as crianças de 0 a 1 ano de idade. As características aqui explanadas servem como norteador do desenvolvimento, podendo assim ter variedades de algumas crianças.

Desenvolvimento Infantil – 0 a 1 ano

0 a 2 meses

Nesta fase, o bebê ficará observando o desenho do rosto de quem o cuida e manterá um contato visual breve com a mãe durante a amamentação. Este momento deve ser bem explorado e aproveitado pela mãe para conversar e tocar seu bebê e começar um laço de interação e afeto. A mãe estará ajudando a estimular todas as vias sensoriais que são as percepções visual, auditiva, gustativa, olfativa e tátil.

O bebê também demonstrará sensibilidade à voz humana (adormecendo, chorando, parando de chorar ou movimentando-se) e também demonstrará sensibilidade ao ser tocado pelo adulto e se tranquilizará quando for segurado no colo.
A família poderá perceber que o bebê desenvolve um tipo diferente de choro para cada problema que se apresenta, como por exemplo, o choro de fome, o choro de sono, o sono de dor, etc.

2 a 4 meses

Neste momento os familiares conseguirão ter uma maior interação com o bebê, pois ele passa a movimentar o corpo ou acalma-se em resposta à presença de uma pessoa; Com brincadeiras e músicas o bebê fica agitado, realizando movimentos de pernas, braços, sorri e dá gritinhos como forma de comunicação com o adulto.

Pode chora quando deixado sozinho, bem como começa a observar suas mãos e a brincar com elas.
Momento importante para deixar a rotina do bebê mais organizada e com horários estabelecidos para as atividades como, trocar fraldas e dar banho.

4 a 6 meses

O bebê estará bem ativo e passa a gostar de jogos físicos; sorri quando se faz brincadeiras de esconde-esconde e imita o adulto nesta brincadeira.

Sorri ao ver sua imagem no espelho e tenta acariciar o espelho em busca de sua imagem.
Já começa a demonstrar descontentamento quando um brinquedo que gosta lhe é tirado e chama a atenção com sorrisinhos e pode atirar objetos ao chão ao qual presta atenção na causa e efeito de sua ação.
Estimule seu bebê a ficar de barriga para baixo e a se arrastar em busca de um objeto que lhe chame a atenção.

6 a 8 meses

Sorri quando algo o agrada e quando o desagrada demonstra raiva através da expressão facial, evidenciando já uma boa demonstração de seus sentimentos

Percebe quando está em ambiente estranho e alguns bebês podem demonstrar medo perante pessoas estranhas. Isto é normal e deve ser respeitado para não passar insegurança ao bebê.
Brinca sozinho por alguns minutos sem solicitar a presença de um adulto o que facilita uma maior movimentação dos pais sem uma atenção totalmente voltada ao filho.
Passa a imitar o adulto como dar tchau, bater palmas.
Explora bem os objetos principalmente com a boca o que facilita o crescimento todas as áreas do seu desenvolvimento, pois é a partir do explorar os objetos e ambientes, é que a criança vai tendo o conhecimento do mundo ao seu redor e passa a dar funcionalidade aos elementos.

9 a 11 meses

Nesta fase, seus sentimentos estão sendo colocados mais a mostra do outro, pois ainda a criança não tem inibição de seus comportamentos. Mostra descontentamento quando é separado da mãe em ambiente estranho; demonstra raiva quando não é o centro das atenções; acaricia, abraça e beija os familiares demonstrando afetividade; dança ao som de uma música; oferece brinquedos, objetos ou pedaços de comida a um adulto, mas nem sempre o entrega

Começa a explorar o ambiente engatinhando. Processo que deve ser estimulado.

Nesta faixa etária a estimulação deve ser enfatizada quanto ao desenvolvimento motor da criança, que deve primeiramente firmar a cabecinha, rolar, depois firmar o tronco onde passa a sentar com e depois sem apoio; Depois que este processo estiver bem desenvolvido, deve-se estimular o engatinhar e o levantar com apoio.
Importante ressaltar que a criança deve receber alguns sentimentos básicos por parte de seus cuidadores, os quais devem transmitir segurança, afeto e muito amor, suprindo sempre as necessidades básicas da criança
Aproveite esta fase… ela passa rápido e esse momento de comunhão é importantíssimo para todas as partes envolvidas.

Até a próxima!

Caroline Chiarelli Colle – Psicóloga CRP 08/12825

Limites – Que Rei sou Eu?

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Bom dia!

Hoje, muitos pais encontram-se perdidos: Que atitude tomar com meu filho que anda fazendo o que quer? É importante que todos os pais saibam que dar limite é bom, as crianças gostam e precisam.
O limite é aquilo que dá contorno, que dá forma a algo, permitindo que este se discrimine do meio. Ao encararmos o limite dessa forma, percebemos que ele é fundamental no desenvolvimento de todo ser humano, pois é o que permite que este desenvolva uma noção clara de si mesmo na relação com o mundo. Envolve perceber até onde se pode ir e quando começa o espaço e o direito do outro.
Essa percepção é de muito valor para as crianças, pois precisam de noções claras e seguras a respeito do mundo, das coisas, das pessoas e das possibilidades de inserção e interação.

A criança precisa de regras: o convívio social exige isso e as regras dão a sensação de conforto e segurança. É uma tirania deixar à criança a responsabilidade de escolher segundo suas motivações e desejos pessoais, o que é bom para ela. A criança precisa e quer um guia para norteá-la a respeito dos valores e normas que a cerca. E para isso, é necessário que o adulto mostre autoridade sem ser autoritário.

Na autoridade se estabelece um parâmetro de mundo e de possibilidades relacionais que visam oferecer uma sensação de segurança, adequação e alguma previsibilidade acerca das situações cotidianas a serem enfrentadas. Já o autoritarismo caracteriza-se por uma postura arbitrária, desvinculada de cuidados protetores e de um real interesse pelas necessidades da criança. Tal postura torna as crianças submissas, inseguras e medrosas, ou ainda revoltadas e desafiadoras. Em ambos os casos, seus sentimentos de adequação e segurança nas relações, bem como sua auto-estima, encontram-se seriamente afetados.
Ao enfatizarmos a importância dos limites no desenvolvimento do ser humano, é fundamental destacar a necessidade de equilíbrio ao oferecê-los, uma vez que o excesso de limites pode trazer dificuldades, particularmente no que diz respeito ao desenvolvimento de autonomia, capacidade de escolha e resolução de problemas e o seu inverso pode ser igualmente desastroso, gerando crianças perdidas, inseguras e com uma noção equivocada do mundo, das pessoas e de seus direitos e deveres.
O limite precisa ser apresentado de forma progressiva, respeitando as possibilidades de cada idade. Uma vez que tais crianças nunca experimentaram limitações, ou experimentaram poucas limitações em suas ações, elas costumam apresentar violentas reações aos limites que “de repente” começam a ser apresentados, sentindo-se confusas acerca das regras do viver e do conviver e, particularmente, desconfiando do amor desses adultos que de uma hora para outra resolveram ser “malvados” e intolerantes.

Dicas:
• Se pudermos estabelecer uma regra básica para o estabelecimento de limites, poderíamos dizer que o “sim” é bem-vindo sempre que possível e o “não” sempre que necessário.
• O estabelecimento daquilo que é importante precisa levar em conta as necessidades reais da criança, visando seu desenvolvimento global inserido no contexto social, evitando transformar as relações numa guerra de vontades entre adultos e crianças, cujo foco acaba sendo a disputa em si e não o objetivo de cuidado e proteção.
• A criança precisa perceber que existem coisas que ela pode fazer e coisas que ela não pode fazer. Se cada vez que a criança apresentar determinadas atitudes, o adulto agir da mesma forma, aos poucos a tendência é que ela vá deixando de lado tal atitude, assumindo outra que lhe dê um retorno positivo. Uma vez que a necessidade de aprovação costuma ser uma das necessidades predominantes da criança, ela progressivamente irá aceitando as limitações apresentadas em sua inserção no mundo.
• É preciso que o limite seja claro, compreensível e de preferência argumentado, levando em conta a idade da criança, de forma a impedir compreensões equivocadas.
• Crianças pequenas não entendem que hoje podem fazer algo e amanhã não. “Só um pouquinho”, “depende”, “só se você fizer isso ou aquilo”, são expressões que confundem e não oferecem bom entendimento. Crianças entendem sim e não. O que pode, pode; o que não pode, não pode.
• Da mesma forma, uma vez dado o limite, é fundamental que ele seja mantido. Assim, é de crucial importância que não se prometam coisas que não serão possíveis de executar, nem se façam ameaças que não serão cumpridas. Quando os pais não sustentam o que falam, a criança fica com a sensação de que a palavra do adulto não vale nada, gerando insegurança e desconfiança e abrindo possibilidades para manipulações.
• Se a criança percebe que está ocorrendo desentendimento entre os adultos onde para um pode e para o outro não pode, ela pode começar a manipular a situação de forma a conseguir sempre tudo o que deseja ‘alternando’ entre os adultos de acordo com suas necessidades.
• Para dar limites aos filhos, os pais também precisam ter limites. Ninguém pode dar o que não tem e o exemplo dos pais é fundamental. Não se pode exigir algo que não se faz, pois a criança tende a percebê-lo como um castigo ou discriminação.

Até a próxima!

Caroline Chiarelli Colle – Psicóloga CRP 08/12825

Deixem seus comentários e sugestões 😉 (Imagens Google)

E a Família, como vai?

A família é um sistema basicamente de apoio emocional, isto é, uma estrutura (pai, mãe e filhos) hierarquicamente organizada onde cada membro tem um papel e desempenha uma função. A família determina suas próprias regras de funcionamento (o que pode e o que não pode) e basicamente é um sistema aberto que faz trocas com a comunidade onde está inserida.

Dentro deste sistema familiar temos subsistemas que são: conjugal, que é a relação entre o casal; o parental, que á a relação dos pais com os filhos; o subsistema fraternal, que é a relação dos irmãos entre si e o filial, que é a relação dos filhos com os pais.
A cada novo casal que se forma, inicia-se uma nova família e onde esta nova família terá uma nova trajetória e escreverá sua própria história, onde cada um vem com seus valores familiares e suas expectativas pessoais distintas. O casamento então é uma aliança de valores cultivados pelas famílias de origem DELA e DELE, onde esses valores nem sempre são conscientes, nem sempre são ditos e nem sempre são reconhecidos.
O novo casal se compõe de três partes: EU (individualidade) + TU (individualidade) e com isto se forma o NÓS (relação). Cada membro do casal inicia a relação com um conjunto de expectativas em relação ao outro e a relação conjugal, sendo elas conscientes – aquilo que sei que espero do outro no casamento; e inconscientes – atitudes, palavras e ações que ‘espero’ (mas não sei que espero) que o outro irá ter para comigo e para com a relação.
Entre tantas, a tarefa da família de origem (a família de cada um) é permitir que o casal seja um casal e endossar o relacionamento e a nova família. Em contrapartida a tarefa básica do casal é construir a afetividade conjugal, o companheirismo e o diálogo, sendo para isso necessário o espaço físico e o espaço psicológico, para poderem construir sua própria identidade como casal.
Com isto, o casal deve seguir em busca de um casamento sadio, tendo ambos que ter compromisso com o relacionamento e encarando as diferenças individuais como diferenças ou como dons de cada um. Os conjugues devem agir no sentido literal da palavra, que é andar no mesmo jugo. Conjugue = com jugo.
A estrutura do casal é a base para a formação da família e vital para o crescimento dos filhos, pois o que a criança vê e recebe se torna parte de seus valores e expectativas quando entrar em contato com o mundo lá fora. Aquilo que os filhos aprendem alimenta positivamente ou negativamente seu ciclo de vida pessoal. O desafio agora é construir uma relação de amor em que cada um na relação possa dar na medida de suas possibilidades e receber na medida de suas necessidades. Para isso a luz para guiar estes caminhos vem da Presença de Deus e do exercício do comprometimento do casal.

Beijo,

Carol Chiarelli Colle

O desafio do primeiro dia de aula

O Primeiro dia de aula é um momento de muita expectativa na vida da criança e dos pais, pois gera sentimentos diversos tanto bons como a sensação de colocar o uniforme novo, conhecer novos amigos, quanto ruins como ansiedade, medo do novo, angústia de separação dos pais, entre outros sentimentos e sensações.



Hurricane Katrina 5 year anniversary at a glance gives the government high and low marks on rebuilding depending on who you talk to.

É muito importante que a criança inicie esta nova etapa de sua vida com confiança e segurança. E para isso serão listadas 10 dicas para tornar este relacionamento com a escola mais prazeroso e agradável.

 

  1. Transmita uma atitude positiva a respeito da escola.Quando os pais demonstram entusiasmo em relação ao que pode significar a experiência escolar, facilitará que a criança também perceba esta relação com otimismo e interesse.
  2. Converse com seu filho a respeito das expectativas ou dúvidas, sendo claro e honesto. Como as crianças ficam muito ansiosas nos dias que antecedem o primeiro dia de aula, é importante conversar com seu filho sobre quais serão os dias de aula, o período, quanto tempo ela vai permanecer na escola, antecipando também quem irá levar e buscar (e de preferência que seja os pais até que a criança se acostume).
  3. Trate a ida a escola como um item normal da rotina da família. Demonstrando uma atitude tranquila e positiva quanto a este dia, permitirá a criança sentindo fazendo parte já antes de ir a escola.
  4. Se possível, leve seu filho até a escola quando for fazer a matrícula. Desta forma, ela conhecerá as dependências da escola observando que tem atrativos de que ela irá gostar. Também procure sempre estar se relacionando com a professora para que a criança consiga fazer uma transferência positiva com maior facilidade.
  5. Esteja preparado para eventuais problemas que possam ocorrer. É natural a criança ter medo que os pais não voltem para buscá-la fazendo com que não queira ficar na escola, e por isso é fundamental que no início os pais nunca se atrasem nos horários até que a criança se ambientalize com a escola, professores e amigos. Respeite o tempo da criança dando a oportunidade dela acreditar que consegue ficar por um tempo longe do ambiente mais familiar.
  6. Ajude o seu filho a se desenvolver plenamente apoiando e ajudando. A super proteção dificultará que seu filho se relacione com um mundo do qual ela precisa aprender a conviver.
  7. Deixe que seu filho aprenda a resolver seus pequenos desentendimentos com os colegas. Assim ela estará sendo preparada para a vida e aprenderá a mediar as situações; salvo os momentos que possam colocar a vida do seu filho em perigo ou mesmo lhe causar traumas e sofrimentos.
  8. Ajude-o a enfrentar as frustrações que possam ocorrer em relação aos amigos e a escola. Aprender a conviver com diferentes crianças o ajuda a prepará-lo a suportar as pressões da vida.
  9. Tempo livre em casa. Como o ambiente escolar é todo estruturado, permita que seu filho tenha tempo livre em casa onde possa brincar com algo de sua preferência.
  10. Tenha tempo para seu filho. Separe um tempo diariamente para conversar sobre como ele está se sentindo, permitindo que ele conte experiências que tem vivenciado, dando importância e voz aos pensamentos e sentimentos de seu filho.

 

Lembre-se que, cada criança tem seu tempo e maturidade para vencer etapas. Não exija que seu filho se saia bem logo num primeiro momento, mas de qualquer forma, esteja sempre a valorizar a importância que ele tem para você e construindo um caráter com autoconfiança e segurança.

Psicóloga Carol Chiarelli Colle

😉

7. As crianças precisam de Deus

orar

1. A Bíblia ensina que, em primeiro lugar, os próprios pais devem ter comunhão com Deus

Caso sua influência deva ter valor, ele deve ser tudo que espera que o filho seja. Os pais não devem apenas conhecer o caminho e mostrá-lo. Eles precisam igualmente seguir esse caminho. “O pai que dá boas instruções aos filhos, mas ao mesmo tempo lhe dá um mau exemplo, pode ser considerado como alguém que lhes oferece alimento numa das mãos e veneno na outra” diz John Balguy.

2. A Bíblia coloca a responsabilidade pelo treinamento religioso dos filhos diretamente sobre os pais
Os pais devem aplicar a palavra de Deus como um cirurgião aplica o bisturi: justamente onde se encontra a necessidade na vida da criança. Esta responsabilidade dada aos pais (Salmo 78.1à8) tem o propósito de: fazer com que os filhos também depositem fé em Deus, para que eles não se esqueçam das obras de Deus ou da guarda de seus mandamentos e a fim de que não se tornem incontroláveis, teimosos ou rebeldes. Enfim, tem como propósito maior passar bons valores, os valores que devem nortear a vida de todos.

3. A Bíblia ensina claramente que a instrução dos pais deve ser constante e contínua
A criança cresce espiritualmente quando seus pais associam Deus com a vida que os rodeia. Mas muitos pais passam tempo acumulando riquezas em lugar de edificar o caráter. Mas vale lembrar que a ausência de ensino sobre Deus a expõe a toda sorte de falsas filosofias

4. A Bíblia diz: “Ensina a criança no caminho em que deve andar e ainda quando for velho não se desviará dele.”
É verdade que a instrução é dada através do ensino ou transmissão do conhecimento, mas a maior parte da orientação é comunicada mediante o exemplo. A palavra “ensino” refere-se principalmente a exemplo, pois o exemplo dos pais sempre seguirá e influenciará a criança. Conta-se que certa mãe, durante toda sua vida deu testemunho de fé e esperança a seu filho lhe oferecendo instruções da palavra de Deus e reforçando com seu testemunho de vida. Tempo depois que ela faleceu, ele ao conversar sobre determinada tradução da bíblia, falou: “Prefiro a tradução da minha mãe. Ela traduziu a Bíblia na linguagem da vida diária. Minha mãe é a melhor tradução”. Mas embora a influência dos pais seja grande, não devemos cair na armadilha de pensar que se eles fizeram tudo certo a criança não terá possibilidade de errar. Deus faz tudo perfeitamente e não comete erros, mas também não rouba às suas criaturas o poder da escolha!

familiaorando

Agora, ao final, deixo o questionamento:Que modelo de pai/mãe você tem sido a seu filho(a)? Que modelo de Deus você tem apresentado a eles?

“As palavras religiosas só tem valor para as crianças na medida em que sua experiência no lar lhes dá significado” Canon Lumb
Sugestão de leitura: Salmo 78.1-8 e 127.1 e Deuteronômio 6.6-8

Resumo do Livro: SETE NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA – Conhecendo os anseios da alma de meninos e meninas. (John M. Drescher) Parte 7 – final!

Chegamos ao final no livro! Espero que tenha ajudado e contribuído um pouquinho para uma relação de mais carinho, respeito e amor entre você e as crianças que fazem parte da sua vida!

Beijo,

Caroline Chiarelli Colle – Psicóloga CRP 08/12825

 

 

*Imagem via Google, se ela for sua nos avise 😉

 

 

6. As crianças precisam de disciplina

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Disciplina tem origem do termo pupilo, significando instruir, educar e treinar. A disciplina envolve a modelagem total do caráter da criança, encorajando o bom comportamento e corrigindo aquele que é inaceitável. O castigo é a parte da disciplina que fornece uma restrição curta e temporária. O castigo do mau comportamento não produz automaticamente o bom comportamento. A disciplina também inclui a responsabilidade dos pais de obter, encorajar, construir o bom comportamento em substituição ao mau. A disciplina inclui tanto o cultivo como a restrição. A disciplina eficaz exige sabedoria, paciência e persistência.

Quando as crianças não sabem quais são seus limites de comportamento, sentem-se insegura e não amadas. Importante salientar também que, os problemas emocionais entre os jovens não são causados pela disciplina firme, mas pela ausência dela.

Cinco princípios de disciplina

1. Desenvolver respeito pelos pais
O relacionamento pais-filhos fornece a base para todos os futuros relacionamentos da criança. Se os pais não incutirem um bom relacionamento com os filhos durante a infância, dificilmente na adolescência eles terão respeito pelos pais.

2. Reconhecer que a comunicação no geral melhora depois do castigo
Depois do arejamento emocional que se segue à punição, a criança frequentemente quer expressar o seu amor abraçando os pais. O pai deve responder com os braços abertos e aproveitar a oportunidade para comunicar amor e a razão do castigo.

3. Controle sem implicância
É fácil cair na armadilha de mandar uma criança fazer algo que pai e filhos sabem ser um prelúdio para vários estágios que resultam em ira. Peça o que você sabe ser capaz da criança fazer, bem como se foi combinado como responsabilidade, pois caso contrário, o filho conhece este jogo e sempre estará disposto a entrar nele.

4. Não saturar o filho com excessivo materialismo
A privação temporária aumenta a apreciação. O excesso de materialismo diminui a alegria de receber. Embora pareça um paradoxo, os pais na verdade roubam o prazer do filho quando lhe dão coisas demais.

5. Evitar extremos no controle e no amor 

Se um pai é duro demais, a criança sofre a humilhação do controle total e vive constantemente com medo e se torna incapaz de tomar suas próprias decisões. A permissividade excessiva é igualmente trágica porque a criança aprende que o mundo é seu domínio privado e desrespeita os que estão a sua volta. Muitas vezes pode ocorrer de um dos pais ser rude demais e o outro tenta compensar este comportamento com força oposta e com isso a criança fica presa em algum ponto no meio dos dois. A criança passa a não respeitar nenhum dos pais porque cada um deles rebaixa a autoridade do outro.

ALGUMAS DICAS
Encoraje ao invés de reclamar – ouça as explicações antes de tirar conclusões – faça mais elogios do que censuras – evite o sarcasmo e ironia – explique suas decisões sempre que possível, mas exija obediência instantânea quando necessário – não tome decisões quando estiver tenso ou cansado – não castigue em público – não utilize como castigo obrigações com coisas de que elas deveriam gostas como por exemplo, ler a bíblia ou uma poesia – uma atitude positiva no geral obtém o comportamento desejável mais depressa do eu a negativa.

Parafraseando Içami Tiba: QUEM AMA, EDUCA!

Resumo do Livro: SETE NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA – Conhecendo os anseios da alma de meninos e meninas. (John M. Drescher) Parte 6

5. As crianças precisam de elogios

Elogios

Todos nós, na felicidade de sentir que agradamos alguém, queremos fazer ainda mais para agradar. Muitas crianças poucas vezes ouvem um cumprimento, sendo todavia repreendidas quando falham.

Em uma pesquisa feita pelo Instituto Americano de Relações Familiares, foi constato que são necessárias quatro declarações positivas para apagar os efeitos de uma declaração negativa nas crianças.

É fácil repreender, condenar e culpar as crianças, focalizando seus defeitos e comportamento desagradável e aquilo que deixaram de fazer. Pense no comportamento melhorado e alegria esfuziante que provavelmente resultariam se nossas palavras de encorajamento para nossos filhos se igualassem ou excedessem as críticas.

As pessoas poucas vezes mudam quando apontamos suas faltas. Se quisermos ajudar outros a se tornarem belas, devemos trabalhar neste sentido através de elogios e encorajamento sinceros.
Diretrizes para o Elogio

1. Elogie o desempenho da criança e não a sua personalidade
Devemos cumprimentar a criança pelo que ela fez e não pelo seu caráter, pois se elogiar o caráter, ela pode ter comportamentos inadequados em virtude de temer não conseguir corresponder ao elogio do comportamento que lhe é esperado. Em lugar de fazer comentários sobre o caráter, o louvor deve reconhecer as tarefas bem feitas, delicadeza com outros, confiabilidade e honestidade. Os pais devem elogiar o filho por esforçar-se para fazer as coisas, mesmo que não tenha completo sucesso.

2. Louve aquilo que é responsabilidade da criança e não o que não depende dela
Elogiar as crianças por suas características físicas (o que não depende dela) pode torná-la orgulhosa e presunçosa. A criança que tem aprovação de outros pode ser humilde; aquela que é orgulhosa ou gosta de gabar-se não está segura de seu valor.

3. Reconheça que o elogio é especialmente necessário por parte das pessoas que são importantes para a criança
Os pais são as pessoas mais importantes no mundo infantil e devido a isto, quando os pais elogiam o filho, ele se sente amado e seguro. Elogiar um adolescente significa ajudá-lo a vencer a timidez e desenvolver independência. O elogio promove a generosidade, a iniciativa e a cooperação.

4. Elogie com sinceridade
A criança sabe quando você é sincero. A sinceridade ensina a criança como aceitar cumprimentos com facilidade e receber honras com humildade.

5. Elogie a criança pelo que fizer por sua própria iniciativa
Fazer algo digno de louvor sem ninguém mandar merece um encorajamento especial. Os pais devem estar prontos a elogiar também um perdedor. As atitudes assim como os sucessos são dignos de elogio. Cumprimentar uma criança que tentou, mas perdeu, lhe dá coragem para continuar tentando e motivação para os tempos difíceis que toda pessoa tem de enfrentar.

6. Tenha em mente que quanto mais cedo for feito o elogio, melhor
Se um dos pais estiver por perto quando a criança tem êxito, isso é bom. Se ele estiver presente quando a criança tentou e não conseguiu, dando-lhe encorajamento, isso é melhor ainda.

7. Lembre-se que a atitude dos pais é tão importante quanto suas palavras de ânimo
A maneira como um pai pára o que está fazendo para ouvir, a maneira como participa do sucesso ou fracasso, o tom de voz dos pais- tudo isso cria uma atmosfera que anima ou desanima a criança. Quando a criança é apreciada, ela aprende a apreciar. Ela precisa disso para desenvolver-se, pois irá murchar sem apreciação.
Elogiar não estraga a criança. A criança ou adolescente que não recebe um elogio ao fazer uma coisa digna de louvor é aquela que irá buscar o mesmo de maneira bizarra.

Pense nisso e não perca oportunidades de elogiar seus filhos!

Adri e Matheus1Na foto: Minha irmã Adriana e meu sobrinho e anjo Matheus

Resumo do Livro: SETE NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA – Conhecendo os anseios da alma de meninos e meninas. (John M. Drescher) Parte 5

Já estamos chegando no final, mas para você que se interessou, segue todos os links dessa série de resumos:

1 Parte: https://maecomamor.com/2014/11/04/1-as-criancas-precisam-de-um-sentido-de-significado/

2 Parte: https://maecomamor.com/2014/11/11/2-as-criancas-precisam-de-seguranca/

3 Parte: https://maecomamor.com/2014/11/18/3-as-criancas-precisam-de-aceitacao/

4 Parte: https://maecomamor.com/2014/11/25/4-as-criancas-precisam-amar-e-ser-amadas/

 

beijo e até terça!

Carol Chiarelli Colle

4. As crianças precisam amar e ser amadas

O impulso íntimo de amar e ser amado é fortíssimo. “A inanição emocional é tão perigosa quanto a física. Ela é mais lenta, mas tem a mesma eficácia. Se não houver satisfação emocional as crianças morrem” Dr. Spitz
Não pode haver dúvida quanto ao fato de que amar e ser amado produz aquele sentimento de pertencer a alguém, aquele senso de segurança necessário para que se possua confiança. Sem confiança não podemos enfrentar a vida.

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Ao perguntarmos aos pais se amam seus filhos, é claro que responderam que sim, mas a pergunta deve ser: Seus filhos sabem que são amados?

1. O amor é uma reação aprendida
A criança nasce sem saber como amar, mas com grande capacidade para amar. A medida que o bebê recebe amor, ele corresponde a esse amor e aprende a dar amor em troca.

2. O amor entre os pais afeta a capacidade de amar da criança
A melhor coisa que você pode fazer por seus filho é amar o seu conjugue. A criança que sabe que seus pais se amam, que ouve suas expressões de amor um pelo outro, não precisa de muita explicação quanto ao caráter do amor de Deus ou a beleza do sexo. Isto significa que o amor é visível. Significa perseverança em realizar pequenos atos de amor.

3. O amor deve ser verbal
Alguns acham que palavras de amor ditas aos filhos são muito pessoais e não devem ser usadas excessivamente. No geral essas pessoas se contradizem, pois não hesitam em usar palavras de reprovação e censura a toda hora. A melhor maneira de ensinar amor é ser um modelo de amor.

4. Amor pede ação
Um menino disse: “Papai fala que me ama, mas nunca tem tempo para mim”. Falar palavras de amor, mas não agir com amor, também é inútil.

5. O amor envolve confiança
Quando os pais amam sabiamente os filhos, eles o ajudam a sentir que são indivíduos por direito nato. Pais suspeitosos criam filhos furtivos. No dia de um jovem ingressar na faculdade em outro estado, seu pai disse: “Filho, não conheço bem o mundo que você vai entrar, mas confio em você”. O filho jamais esqueceu essas palavras.

6. O amor exige disposição para ouvir
Os pais ficam ocupados demais com a lida diária e muitas vezes pensam que a conversa da criança parece sem importância. Todavia, aprendemos muito mais ouvindo do que falando, espacialmente de uma criança. Dar à criança completa atenção e olhar em seus olhos enquanto fala transmite amor. Os pais que ouvem o filho enquanto criança terá um filho que lhes dará ouvidos ao crescer.

7. Amar significa compartilhar experiências
Quando os pais mostram aos filhos como fazer como fazer as coisas, quando trabalham e jogam juntos, criando um ambiente agradável pela participação em períodos de alegria conjunta, a criança aprende como o amor age. Um sentimento de união, compreensão e comunicação depende de uma sensação de participar e pertencer. Quando esta não existe, surge um sentimento de solidão e desamor.

8. O amor constrói relacionamentos francos e confortáveis
O amor deve estar presente em todo tempo, não sendo condicional. O amor ouve mesmo quando magoa. Isto dá um sentido de que o lar é muito mais do que abrigo, roupa e alimento.

9. O amor reconhece que as pessoas são mais importantes que as coisasNo fundo do coração de cada criança existe o desejo de ser amada. Nenhum presente frio pode substituir isto. Muitos pais trabalham duro para proporcionar presentes bons aos filhos e querem que eles saibam o quanto estes pais os amam, mas com isso, roubam da criança o tempo que lhe poderiam dar enquanto trabalham duro para comprar aquelas coisas que julgam irão fazê-la feliz. A criança sente que as coisas se tornaram mais importante que as pessoas. As boas intenções desses pais não podem ser postas em dúvida, mas o resultado final é trágico.

O que é então amar? Amar é tomar tempo um para o outro! Conversar, caminhar, passear, darem-se as mãos em um projeto, é rir, brincar e orar juntos. Amar é ouvir. É qualquer palavra ou ato que gere o sentimento de que amo e sou amado.

Foto: Selma e seus amados netos Davi e Sophia 

Resumo do Livro: SETE NECESSIDADES BÁSICAS DA CRIANÇA – Conhecendo os anseios da alma de meninos e meninas. (John M. Drescher) Parte 4

Para quem está chegando por aqui agora, o meu nome é Caroline Chiarelli Colle, profissionalmente sou Psicóloga com formação em Terapia Sistêmica – atuo na área de Avaliação Psicoeducacional, Perícia Psicológica, Assistente Técnica e Psicologia Clínica. Neuropsicóloga e Terapeuta em EMDR. Mas acima de tudo, sou filha, sou esposa e sou mãe…minhas melhores profissões!

Beijo e até semana que vem 😉